<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3171748</id><updated>2012-02-07T05:40:26.437-08:00</updated><title type='text'>nem só de gente cool vive Nova Iorque</title><subtitle type='html'>Nova Iorque tem muita gente legal. Mas também tem muita gente desinteressante, chata e mal vestida. Acompanhe aqui uma visão realista porém bem humorada da cidade que nunca dorme, mas que muitas vezes pára para tirar um cochilo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nycool.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nycool.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3171748.post-6624247</id><published>2001-10-25T19:32:00.000-07:00</published><updated>2002-10-24T08:37:20.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pra quem gosta de bloggear por aih:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.essencial.blogspot.com"&gt;www.essencial.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Babi, carioca que gosta da noitada (se for de Drum 'n Bass).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3171748-6624247?l=nycool.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6624247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6624247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nycool.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6624247' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3171748.post-6624000</id><published>2001-10-25T19:23:00.000-07:00</published><updated>2001-10-25T19:23:03.570-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Sonho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa coisa de liberar o estresse gastando está me deixando meio maluca. Dia desses, sonhei que estava fazendo compras na Daffy’s com alguns amigos. Era uma liquidação, dessas de ter que se estapear por uma roupa. Eu já tinha experimentado um monte de coisas e não tinha gostado de nada. Foi quando eu vi um vestido japonês que se tornou a coisa mais importante do mundo pra mim naquele momento. Corri pra pegar minha roupa dos sonhos; mas, antes que eu conseguisse chegar até lá, uma amiga chegou antes….&lt;br /&gt;Eu fiquei com uma cara tão decepcionada que a minha amiga perguntou se eu queria ficar com o vestido. Feliz da vida, mas com jeito de cahorro vira-lata, repondi, baixinho: “Queria…” Daí ela, num excesso de boa vontade, respondeu: “Pode ficar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já ia experimentar minha novíssima peça, quando um cara (esse deve ser o meu id), chegou perto de mim e disse: “Olha, Bruna, siceramente acho que pra usar esse vestido tem que ter um corpão.”&lt;br /&gt;Olhei pra ele com aquela cara de “como assim?” e ele  até se encolheu um pouco. Daí eu respondi: “Olha, vou levar mesmo assim. Sabe o que é, é que eu sempre fui Director, mas nunca tive um momento Director’s Cut”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uau, alguém por favor me explique o sentido dessa última frase! Uma explicação que eu consegui inventar das recantos mais profundos do meu ser foi a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando um diretor faz um filme maravilhoso, que vira clássico? Então, anos depois ele mostra a versão que realmente queria fazer quando lançou o filme, mas não pôde, sei lá por quê. E ele só pode fazer essa versão quando já é um diretor conhecido, e o filme dele foi visto por milhões de pessoas. Vide o caso de “Apocalipse Now! Redux” e “Blade Runner”.  Mas se alguém tiver uma explicação melhor, estou aberta a comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;brunapaixao@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3171748-6624000?l=nycool.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6624000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6624000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nycool.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6624000' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3171748.post-6623954</id><published>2001-10-25T19:21:00.000-07:00</published><updated>2001-10-26T21:58:23.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Opiniões em Voz Alta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme “Annie Hall”, do Woody Allen, a melhor e mais engraçada cena é quando o Allen está na fila do cinema e, atrás dele, tem um homem falando um monte de pedantismos, citando bobagens sobre o trabalho do escritor Marshall Mcluhan. O personagem de Allen não aguenta, acaba virando pra trás e diz: “ Você não entende nada de Marshall Mcluhan, pare de gritar suas opiniões no meu ouvido”. O homem, então, fica indignado, e cheio de importância, responde: “Pois saiba que eu sou o Professor Fulano de Tal, e estudo o trabalho de Mcluhan há não sei quantos anos.” E Allen, sem paciência, fala: “Eu não  dou a mínima pra quem você é, pra mim tudo o que você esté falando é besteira. Inclusive o Marshall Mcluhan esté bem aqui e ele vai concordar comigo. ” E daí, o Woody Allen pega o escritor pelo braço (ele aprece do nada no filme), e o Marshall Mcluhan fala pro tal professor: “Realmente, você não entende nada do meu trabalho.”&lt;br /&gt;A cena termina com Allen olhando pra camera e suspirando: “Ah, se a vida fosse assim…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dessa maneira que eu me senti quando fui assistir “The Anniversary Party”, um filme dirigido e estrelado por Jennifer Jason Leigh e Allan Cuming. Quando a sessão terminou, fui ao banheiro e lá estava uma mulher vomitando suas considerações sobre o filme no ouvido da amiga – e, por tabela, no meu também.&lt;br /&gt;Ela dizia: “ A fulana está maravilhosa, a beltrana não teve carisma, a Jennifer Jason Leigh, bom, estava bem. O problema é que me incomoda atores que dirigem seus próprios filmes…”&lt;br /&gt;Saí do banheiro e ela saiu atrás; desci todas as escadas do cinema, e ela sempre ao alcance dos meus ouvidos. Não sei se ela era uma crítica, mas, definitivamente, era uma chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já reparei que aqui em NY as pessoas querem sempre dar a sua opinião. Dentro do cinema, uma das coisas mais comuns é ver uma pessoa fazendo comentários consigo mesma, num tom de voz suficientemente alto para que quem esteja sentado ao lado consiga ouvir. Coisas do tipo: “ai, não acredito que ela vai fazer isso!” ou “meu Deus, e agora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os críticos, esses são outra questão. Os textos deles sempre são cheios de erudistimo (a meu ver, forçado). Fico imaginando se esses caras escrevem sonhando com uma frase sua em destaque no cartaz do filme. Porque essa é outra mania por aqui. Tudo quanto é filme, por mais porcaria que seja, exibe uma frase elogiosa.&lt;br /&gt;A campeã das expressões usadas nas capas de DVD e cartazes é “Thumbs Up!” Algo que seria, numa tradução pra lá de livre, “É jóia!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, dá pra entender porque não colocam frases assim nos cinemas brasileiros. Um filme que tivesse “É jóia!” escrito no seu material promocional com certeza seria fracasso de bilheteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;brunapaixao@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3171748-6623954?l=nycool.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6623954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6623954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nycool.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6623954' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3171748.post-6569810</id><published>2001-10-23T19:38:00.000-07:00</published><updated>2001-10-23T19:38:18.450-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alguns esclarecimentos sobre NY e os novaiorquinos Parte II&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Outono em Nova Iorque&lt;br /&gt;A melhor época do ano pra visitar Nova Iorque é o Outono. Não tenho certeza, mas acho que é considerado baixa temporada de turismo – o que torna tudo muito mais interessante e barato. Vindo no Outono a gente evita as massas de turistas que infestam NY em agosto. Além disso, o clima é daquele tipo “nem quente, nem frio”. Os dias se alternam em calor suportável e um frio que não chega nem perto do tão temido inverno novaiorquino. O único problema é que no Outono a cidade não tem tantos eventos quanto no auge do verão, como peças e shows ao ar livre. Mas, de qualquer maneira, esses eventos são tão concorridos que eu mesma não consegui assistir a quase nenhum deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Fácil Ser um Novaiorquino&lt;br /&gt;Convenhamos: ninguám gosta de ter “turista” escrito na testa. Se bem que é meio difícil pra brasileiro disfarçar sua origem, já que só pelo jeito de andar meio rebolando fica na cara que não fazemos parte desses frios e duros americanos. Para se parecer com um novaioquino, basta seguir as seguintes regras:&lt;br /&gt;-	Usar chapéu no inverno e sandália de dedo no verão.&lt;br /&gt;-	Nunca visitar a Estátua da Liberdade – e nem saber como se chega até lá.&lt;br /&gt;-	Usar calça jeans e tênis sempre.&lt;br /&gt;-	Ter um cachorro e levar seu bichinho pra passear a qualquer hora, em qualquer lugar.&lt;br /&gt;-	Andar rápido, mesmo que você não saiba pra onde.&lt;br /&gt;-	Pegar sol de sutiã no Central Park.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maior Museu ao Ar Livre do Mundo&lt;br /&gt;Eu não sei se é o maior do mundo, só estou repetindo uma frase pixada no telhado de um prédio do Queens. O acervo do museu de que o pixador estava falando eram os grafites nos telhados de uns cindo prédios ao redor. Até hoje eu penso em tentar subir num desses telhados pra poder fotografar os grafites. Só que eu vi tudo isso de dentro do metrô ( é que o metrô do Queens, mal comparando, é que nem a linha 2 do metrô do Rio: vai por cima da terra, e não por baixo). Os grafiteiros daqui gostam de desenhar em qualquer coisa que esteja parada – inclusive caminhões. E os donos dos caminhões ou não têm dinheiro pra pintar por cima, ou acham legal daquele jeito mesmo. O que importa é que as carrocerias ficam circulando pela cidade assim, com tudo colorido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;brunapaixao@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3171748-6569810?l=nycool.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6569810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6569810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nycool.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6569810' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3171748.post-6484022</id><published>2001-10-20T10:09:00.000-07:00</published><updated>2001-10-23T19:38:49.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Alguns esclarecimentos sobre NY e os novaiorquinos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Iorque e os Ratos&lt;br /&gt;Em NY, as baratas do Rio são ratos. E não aqueles ratos pequenininhos, tipo Mickey, mas verdadeiras ratazanas. Basta andar por uma rua menos movimentada que lá eles estão, donos do pedaço. O mesmo acontece em restaurantes. Acredito que não há um restaurante aqui em Nova Iorque, por mais fino que seja, que não tenha ratos na cozinha. O De partamento de Saúde bem que tenta, faz inspeções de surpresa e multa os proprietários. Só que não tem jeito. Mas não precisa se preocupar em encontrar um ratinho no restaurante. Nunca vi eles se manifestarem quando o público é grande. Eles também têm medo de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proibido Fumar&lt;br /&gt;Aqui não se pode fumar em lugar fechado. Com excessão de alguns bares, o fumante tem que ficar do lado de fora do prédio, mesmo que esteja um inverno brabíssimo. Nos prédios federais, como o que eu trabalho, se alguém é pego fumando tem que pagar uma multa de 500 dólares na hora, sem conversa. Então, para deixar os fumantes do edifício mais confortáveis, a administração instalou  vários cinzeiros com lata de lixo do lado de fora. Mais politicamente correto impossível: gregos e troianos satisfeitos. Mas como eu só trabalho com brasileiro, descobri que eles arrumaram um jeito de fumar sem ter que descer até a portaria do prédio. Eles vão todos para a escada de incêndio, que é aberta. A gente achava que isso era malandragem de brasileiro, até que descobrimos que outras pessoas também faziam isso quando vimos um cigarro caindo, provavelmente da escada de incêndio dos andares de cima. É claro que eram americanos…E quem disse que americano também não tem esperteza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cidade que Tira um Cochilo&lt;br /&gt;Nova Iorque não é uma cidade que nunca dorme. Aliás, eu realmanete queria conhecer quem inventou isso. Foi o cara que compôs New York New York? Vai ver no tempo dele a cidade era mais boêmia…Mas agora, é difícil achar um bar aberto depois das três da manhã. Outro dia, eu e uns amigos fomos à Bleecker, que é a rua mais movimentada do West Village. Eram 4 da manhã, e os poucos bares que ainda estavam abertos não aceitavam mais clientes. Confesso, meio horrorizada, que bateu a maior saudade dos botecos da Lapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Melhor Lugar de NY…&lt;br /&gt;…é o Central Park, indiscutivelmente. Pode parecer um desaforo falar que em um dos maiores centros urbanos do mundo, eu prefiro a natureza (construída). Mas o clima do Central Park é delicioso. Sem falar na estrutura e preservação em uma área daquele tamanho - coisas que só o dinheiro pode proporcionar. Há alguns anos, era considerado perigoso depois que escurecia. Mas agora acho que é o lugar mais seguro do mundo. Fui lá duas vezes à noite: uma para ir ao teatro e outra para ver o show da Bebel Gilberto. O parque estava cheio nas duas ocasiões. Era verão, e os americanos queriam ficar do lado de fora o máximo que eles pudessem. E a polícia do Giuliani, que há algum tempo foi acusado de ditador e agora é adorado por todos, estava por toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;brunapaixao@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3171748-6484022?l=nycool.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6484022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6484022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nycool.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6484022' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3171748.post-6396369</id><published>2001-10-16T20:29:00.000-07:00</published><updated>2001-10-20T10:09:57.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Outras prioridades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que os Estados Unidos estão em tempo de guerra, as pessoas andam agindo de modo muito estranho. No meu trabalho, duas pessoas que pararam de fumar há anos, resolveram voltar. O argumento é de que o final do mundo está próximo, e não há razão para se privar dos prazeres terrenos – já que esses prazeres serão aniquilados em breve. Eu mesma acabei aderindo ao estilo “I don’t really care”: gastei uma grana num tenis Nike. E hoje, quando cheguei na redação com meu novíssimo motivo de orgulho, expliquei meio sem graça que esses eram os meus últimos dias em Nova Iorque e que, portanto, eu precisava aproveitar a vida. Como se nada pudesse existir depois dos ataques terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a maneira de não enlouquecer de vez com a paranóia de ser vítima de outro ataque é se entregar aos deleites superficiais das compras. E, para isso, eu estou realmente no lugar certo. NY é o paraíso para quem gosta de gastar dinheiro. Essa sensação é tão presente na cidade que eu conheço muita gente que chegou a roubar aqui pra poder ter o artigo que desejava na hora. Não falo de assaltos a bancos, mas apenas pegar o que quer que seja e sair andando pela porta da loja, sem pagar. E essas pessoas que já roubaram não são consumistas inveterados e muito menos almas carentes de conquistas mais interessantes. Mas é gente que quando chegou aqui passou por certas dificuldades que não costumava passar no Brasil. Como, por exemplo, só ter dinheiro para pagar o aluguel e comer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assistindo a uma reportagem na ABC que as atitudes estranhas atuais começaram a fazer sentido pra mim. Parece que os americanos estão saindo das dietas, parando de se preocupar em ter uma alimentação saudável (eles se preocupavam com isso antes??) e querendo aproveitar a vida ao máximo. Até o consumo de álcool e a procura de agências de encontros aumentou. “Carpe diem” é a expressão do momento, não há um comercial de TV que não use. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que isso provavelmente vai acabar junto com a guerra. Seria ótimo ver essas meninas anoréxicas de NY mais gordinhas porque resolveram fazer alguma coisa louca, como comer. E seria maravilhoso ver que as pessoas resolveram, finalmente, aproveitar um pouco dos deliciosos prazeres carnais. Mesmo que seja sob a ameça de uma bomba-relógio no metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;brunapaixao@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3171748-6396369?l=nycool.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6396369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6396369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nycool.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6396369' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3171748.post-6318245</id><published>2001-10-13T17:33:00.000-07:00</published><updated>2001-10-13T17:33:01.843-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Meu encontro com Michael Jackson&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi quatro dias antes de NY paralizar de medo. Foi numa sexta feira, quando eu tive oportunidade de realizar um estranho mas comum desejo: o de ver o Michael Jackson de perto. Era um show de comemoração aos trinta anos de carreira do MJ, e teve direito a tapete vermelho com varias celebridades americanas desfilando devagar para que os fotógrafos não perdessem seus melhores ângulos. Eu fui escalada pra dar um apoio na produção - leia-se: segurar a lâmpada para o cameraman e guardar o lugar do repoter na muvuca de jornalistas que se formava. Mas fui feliz da vida, já que qualquer filmagem para mim eh uma dádiva dos deuses. E o esquema era o seguinte: margeando o tapete vermelho estavam os reporteres, atrás deles, os câmeras, depois os soundmen e, por último, eu. Deu pra ver que eu encontrei o Michael Jackson mas ele vai morrer sem ter idéia de quem eh Bruna. O que não eh, necessariamente, algo que eu lamente.&lt;br /&gt;Bom, o Michael Jackson chegou acompanhado de Liz Taylor - que eu reconheci, a princípio, porque era uma senhora muito aplaudida e muito cheia de plumas. Mas ele mesmo eu não vi de imediato. Quando percebi quem era o dono do laquê ao lado de Liz Taylor, tratei de tentar furar os três muros de equipes jornalística. &lt;br /&gt;E então eu o vi. Sim, ele eh muito branco. Sim, ele parece um marciano. E tem um nariz fino e arrebitado demais - serah que ele acha isso bonito? &lt;br /&gt;O problema eh que depois que vi Michael Jackson, minha curiosidade freak não está satisfeita. Porque quando vi MJ, ele estava preparado para as câmeras. Mas como será ele acordando de manhã? Será que ele dorme mesmo dentro de uma câmara de oxigênio? É verdade que ele quer ficar igual à Diana Ross?&lt;br /&gt;Por um lado, eh ateh bom que eu não tenha presenciado o Michael Jackson sem maquiagem. Não sei se o mundo está preparado para a intimidade da Terra do Nunca. Eu, com certeza, não estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;brunapaixao@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3171748-6318245?l=nycool.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6318245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3171748/posts/default/6318245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nycool.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6318245' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry></feed>
